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VIGILANTES DO ALGIBRE fazem Visita de Estudo à Fonte Benémola e Ribeira de Alte

Decorreu, no dia 12 de março de 2019, a visita de estudo, inserida no Projeto Vigilantes do Algibre, que teve como objetivo uma caminhada na Zona Protegida da Fonte Benémola com o preenchimento de uma ficha. Os alunos percorreram um total de aproximadamente 5 km, feito inicialmente nas margens da ribeira da Menalva, que, posteriormente, dá origem à ribeira do Algibre, e assim ficaram a conhecer as nascentes da ribeira que deu origem ao nome do projeto. As duplas de trabalho foram criadas espontaneamente para o preenchimento da ficha de observação durante a caminhada. Cada dupla fez a recolha das informações que julgou necessárias, assim como a reportagem fotográfica.

No caminho de volta, ainda passamos por Alte e fomos visitar a zona das fontes, em especial, o “Olho de boi” local, igualmente, importante por ser uma das nascentes que que formam a Ribeira de Alte que, juntamente, com a Ribeira do Algibre formam a Ribeira da Quarteira que atravessa todo nosso concelho e vai desaguar na praia Rocha Baixinha, em Vilamoura.

A visita decorreu dentro da normalidade, as fichas de observação, na sua generalidade, foram bem preenchidas e não houve incidentes.

O objetivo da visita é sensibilizar os alunos para as questões ligadas aos recursos hídricos e da necessidade de se preservar as margens da ribeira e os mananciais para o desenvolvimento sustentável da região.

 

Breve caracterização da região

 

Os cursos de água, arroios, ribeiras e rios foram sempre consideradas zonas atrativas, não só como fonte de recursos, mas também como zona privilegiada de momentos de lazer além de serem importantes centros de estudo das mais variadas áreas da biologia, geografia, geologia e disciplinas afins.

Desde há muito tempo que o Homem tira dessa fonte de recurso o seu sustento de forma direta (água, peixe, algas, crustáceos, etc) e de forma indireta, utilizando as margens fertilizadas pelas cheias para o plantio das mais variadas culturas.

Essa “estrada”, criada pela mãe natureza, serviu, também, como meio de transporte para penetrar em locais recônditos dos continentes, e, assim, ajudar na expansão e fixação dos seres humanos, dando a conhecer locais e ambientes únicos, que vão desde os habitats ribeirinhos até às altas montanhas, cujas nascentes devem, só por esse nome, ser protegidas de toda a atividade que comprometa a sua pureza.

As águas dos rios e ribeiras têm, também, uma componente de manutenção das condições de higiene, que vai dos banhos à lavagem de utensílios e de roupas, neste caso, em tempos mais antigos sem causar desequilíbrios, pois praticamente não eram utilizados produtos químicos, muito ao contrário do que se vê nos dias atuais.

A região percorrida pela Ribeira do Algibre assume grande importância para as terras que são drenadas por esta bacia hidrografia, na medida em que incide numa área de fraca pluviosidade, sendo, por esta razão, um local privilegiado, um verdadeiro corredor biológico, que deve ser preservado em toda a sua extensão.

Convém salientar que a região está incluída no Sistema Aquífero Querença-Silves, um dos mais importantes do Algarve, que alimenta três fontes importantes para o abastecimento de água do Algarve, são elas a Fonte de Benémola, Fonte Grande e Fonte Salir, que abastecem a ribeira da Quarteira e a do Algibre como afluente principal deste sistema.

Um aspeto interessante, verificado nos momentos em que a ribeira sai do seu leito normal, é a existência de sumidouros da região da Cabanita e dos Lentiscais.

Esta ribeira é típica da região mediterrânica, ou seja, de caudal intermitente, que não consegue manter os níveis de água durante todo o ano, aliás, nos últimos tempos, nem sequer chega a correr, devido à fraca pluviosidade sentida nesta região.

Estimular nos nossos alunos um contacto mais permanente com o meio natural envolvente é, entre outros, um dos nossos objetivos. Procuramos desenvolver uma relação mais próxima com os elementos naturais, facilmente encontrados na nossa região, alguns inclusive bem próximos da escola, o que nos instiga a criar novas atividades.

 

Bem hajam

 

Luciano FM Nunes

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